segunda-feira, 7 de setembro de 2015

TRIBOS MODERNAS: MUITAS NOVIDADES POR AÍ !!!



Para um grupo se formar é preciso que, além da interação entre os participantes, haja também valores, princípios e objetivos em comum, onde a individualidade acaba e o “eu” é trocado por “nós”. A identidade é deixada de lado, sendo que as idéias que prevalecem são os ideais coletivos. E como a união faz a força, as pessoas se sentem mais fortalecidas e acabam por defender com “unhas e dentes” a filosofia do grupo. Em casos extremos existe uma certa intolerência com grupos que pensam de forma diferente e acabam resolvendo as diferenças com violência. Cada grupo social tem suas próprias regras e normas, afinal é muito importante uma organização para ocorrer uma certa ordem interna.

Os grupos modernos não apresentam diferenças em relação aos grupos mais antigos, mas inevitavelmente os novos objetos de interesse e seus significados tiveram que ser adaptados a modernidade, como por exemplo grupos formados na comunidade online.

Engana-se quem acha que os grupos sociais são formados e apreciados apenas por jovens. Há muitos adultos que participam e formam grupos sociais, afinal, para muitos, esta é uma forma de investir um tempo em algo que gosta e aprecia, e claro, para também se divertir e relaxar.

E quem anda na rua e aprecia os movimentos urbanos, identifica rapidamente algumas figuras, que em um primeiro momento podem parecer um pouco diferentes ou até exóticas, mas que carregam na sua forma de vestir ou agir um pouco da sua personalidade e do que gostam. Alguns podem parecer até estranhos, mas antes de julgar é importante entender e conhecer essas novas realidades da modernidade urbana.

Abaixo seguem alguns grupos que apareceram na última década e que muito provavelmente você já deve ter visto ou quem sabe você já é um deles e nem sabe... Enjoy!


**************"COSPLAYS"***************


(texto e foto retirado do site http://www.cosplaybr.com.br)
Talvez uma das mais explicitas e populares nos dias atuais seja o cosplay. Contração das palavras em inglês costume (traje/fantasia) e play / roleplay (brincadeira, interpretação), o cosplay é um hobby que consiste em fantasiar-se de personagens oriundos, em geral, de quadrinhos, games e desenhos animados japoneses. A prática do cosplay também engloba personagens pertencentes ao vasto universo do entretenimento, como filmes, séries de TV, livros e animações de outros países. Em menor escala há aqueles que caracterizam-se como figuras históricas ou de criações originais. Uma das principais características do cosplay é que o praticante além de criar os trajes, também interpreta o personagem caracterizado, reproduzindo os traços de personalidade como postura, falas e poses típicas. O hobby costuma ser praticado em eventos que reúnem fãs desse universo, como convenções de anime e games.

WCS Brasil 2009 - Angelic Layer


A prática cresceu ao longo do tempo, levando ao surgimento dos masquerades, concursos que não se limitavam a exibir as fantasias, mas permitiam aos participantes realizar apresentações criativas e que entretiam o público.O hobby de fãs fantasiados ficou conhecido pelo termo costuming ou fan costuming, e esteve confinado às convenções de ficção científica, essencialmente na América do Norte, por várias décadas.
           
**************"RIVETHEAD"*************
O rivethead passou por inúmeras transformações desde o seu surgimento em idos de 70 e poucos, com o advento da música industrial. Pode-se traçar uma linha geral de um rivethead, como aquele que participa ativamente da cena Industrial. Geralmente (mas não por via de regra), rivetheads costumam ser inteiramente dedicados e envolvidos com a cena, seja como DJs, teóricos, ou mesmo membros, que sempre foram e continuam extremamente elitistas; motivo este que tem tanta inimizade com o cybergoth, que se apropiou de sua estética e os colocou a luz mesmo estando claro que eram duas culturas muito diferentes.

A estética do Rivethead vem se aprimorando nos últimos tempos. O goggle e a gas mask são acessórios que virtualmente todos atualmente portam, tendo sua origem pelos pais fundadores da música industrial. Na estética musical que criaram sozinhos e baseados em performances, o militarismo é sempre muito presente, assim como, mais recentemente, a estética cyberpunk (apesar do rivethead mais conservador ser um tanto contra esse tipo de mudança estética e visual).

Skinny Puppy - Stairs And Flowers
(Skinny Puppy é uma das bandas que os Rivetheads curtem, como também as bandas Throbbing Gristle, e Nine Inch Nails)


Contexto Atual -Com o surgimento dos cybergoths e sua reivindicação como tribo urbana, o Rivethead vem tentando se desvincular da então amiga cultura gótica, principalmente na Europa e Estados Unidos, mas é preciso tomar muitíssimo cuidado nos países onde o Industrial é emergente, como o Brasil, que tem uma tendência de misturar conceitos e tribos que por definição não se misturam (ver o gothic metal).

Ainda segundo Urban Dicitionary o Rivethead sentem muita raiva de tudo,  tem um interesse constante em buscar o obscuro da música industrial e aprofundar o conhecimento de todos os tipos de produtos industriais. Também possuem um grande carinho pela Alemanha e pelos militares, sem promover ou tolerar a guerra ou a violência (a violência apenas para aqueles menores que você)



*****************"EMOS"*****************
(texto retirado do link http://revistaepoca.globo.com/Epoca/0,6993,EPT1124406-1664-1,00.html)

Segundo a revista Época, a nova tribo que está tomando conta das ruas das grandes cidades brasileiras são os emos. O nome vem de emotional hardcore, vertente do punk que mescla som pesado com letras românticas. Mas o que distingue os emos não é só a música, e sim as atitudes. Eles têm entre 11 e 18 anos e, nas roupas, são capazes de misturar as botas do punk, o colar de Wilma, a mulher de Fred Flintstone, e uma camiseta com a gatinha Hello Kitty. Não escondem os sentimentos, expressam abertamente suas emoções, preconizam e praticam a tolerância sexual.













Ser EMO é:
 Gostar de música emocore. O estilo mescla a batida hardcore com letras românticas e poesias adolescentes;

 Viver na internet e no Orkut. Todas as bandas emo brasileiras colocam suas composições em sites;

 Ser emotivo. Os emos choram ouvindo músicas que falam de amores perdidos e rejeição dos pais;

 Dar demonstrações explícitas de carinho. Meninos e meninas se beijam, se abraçam em público, seja com pessoas do sexo oposto, seja com as do mesmo sexo;

 Aceitar a opção sexual do outro sem preconceitos;

 Criticar pessoas violentas. Bater é altamente reprovável entre os emos;

 Escrever diários, poesias e músicas. Isso vale para meninas e meninos;

 Usar roupas que mesclam a rebeldia punk com os ícones infantis. Meninas e meninos usam rosa;

 Usar cabelos lisos com enormes franjas no rosto. Usadas somente de um lado, denotam certa ambigüidade sexual;

 Não curtir drogas;

 Lutar por um mundo sem violência, em que um dia todos se abracem sem parar...

Pé na Rua (TV CULTURA) - Tribo dos Emos




************CLUBBERS"******************

(texto extraído da Wikipédia - http://pt.wikipedia.org/wiki/Clubber)

Clubber, termo em inglês, atribuído a pessoas que frequentam danceterias (os clubs em inglês), que foram comuns nos anos 90, ajudou a elevar o Techno ao mainstream, e a cultura noturna pelas grandes metrópoles.

Em meados da década de noventa, na Inglaterra nasceram os adeptos do movimento Clubber, que ao contrário do movimento Punk – que também crescia no mesmo período – não visavam lutar por um espaço na sociedade. O que os Clubbers queriam mesmo era pura diversão. O Clubber possibilitou a música eletrônica a ganhar status e ganhar mais adeptos, juntamente com as raves. Assim como o a popularização da música eletrônica chamou atenção de muitas pessoas que vieram a se tornar Clubbers. Logo, vemos que o Clubber e a música eletrônica são totalmente ligados, e ambos cresceram juntos. Assim como os Cyber’s, os Clubbers são apaixonados pelas musicas eletrônicas denominadas Techno, Trance, Trip-Hop, House, Jungle, além de outras derivações.

Os clubbers, em geral, se vestem de maneira extravagante e é possível reconhecer um pelas blusas coloridas, com personagens de desenhos japoneses, saias e calças coloridas, leggings, tênis coloridos.. O seu armário é geralmente 50% verniz, maquiagens que brilham no escuro, estrelinhas, glitter, glimmer, sombras coloridas (de rosa-choque a azul-piscina), piercings, tatuagens tribais, cabelos estranhos que variam de verde-limão a rosa-choque.

As meninas abusam da pulseiras e colares coloridos, tic-tacs para cabelo de todas as cores e imagináveis, piranhas, anéis supercoloridos e grandes.

Tribos Contemporâneas - CLUBBERS


Em geral, os clubbers têm como ponto de encontro os clubes, as Raves ou clubes de dança. Nestas são tocados os subgêneros de e-music como: Techno, Trip Hop, Jungle, Underground, Drum and Bass,Hardstyle e Trance.

***************"PARKOUR"***************


Parkour, também conhecido como Le Parkour, é uma disciplina onde os praticantes – conhecidos como traceurs, ou traceuse, no feminino – usam seu corpo para passar obstáculo de uma forma rápida e fluente. No Parkour você aprende técnicas desde como subir um muro, até como pular de um lugar alto, porém o parkour NÃO É UM ESPORTE DE PULAR PRÉDIOS. Ele consiste em um homem correndo de alguém/algo e nenhum obstáculo pode pará-lo, mas, ele não é só isso, além de passar os obstáculos, você deve executar os movimentos da forma mais natural possível usando o obstáculo como se fosse parte do seu corpo. Vale a pena ressaltar que você treina o Parkour para você mesmo, você não faz movimentos para impressionar outras pessoas, até por que, isso pode resultar em sérias quedas.
Filosofia?
Sim, o Parkour não é só composto de movimentos. Por trás de cada movimento há uma filosofia do porquê executá-los. O Parkour não foi feito para impressionar outras pessoas, ele foi feito por motivos de que cada traceur deve buscar o seu.

Movimentos?
Movimentos ou técnicas é como se chama os modos de se passar por um obstáculo. Estes movimentos são muito variáveis, e é recomendável que o traceur treine a técnica básica do movimento para depois executar em uma corrida. A repetição é muito importante para evitar ferimentos, e o traceur deve ter consciência de quais são seus limites, e o que pode treinar. Às vezes uma técnica ajuda a execução de outra.

Parkour no Beat Generation Brasil

Acrobacias não são Parkour, fazem parte de outras atividades como o Circo Acrobático e a ginástica olímpica. Muitos praticantes de Parkour o fazem por conseguirem, mais sempre procuram fazer a distinção entre uma acrobacia qualquer e os elementos do parkour propriamente ditos. Existe esta diferenciação porque no parkour geralmente opta-se por aquilo que é mais eficiente ao invés do que é mais performático. Sempre supondo que a meta é se locomover da maneira mais eficiente e rápida possível.


**********"CyberGothics"******** 


Cansados de serem ridicularizados pelos seus “antecessores” – Cyberpunks, Góticos, Rivetheads etc – os amantes do estilo “cyber gothic” resolveram se unir. Não, isso não é uma notícia nova, na verdade é bem velha: foi em 1988 que o termo “cybergoth” surgiu, da união do termo “cyber” com o termo “gótico” pela “Games Workshop Group plc”, famosa produtora de jogos. Mas foi em 1999 que a estética realmente se misturou dentro entre os londrinos e os novaiorquinos da cultura underground industrial, com bases na estética Cyberpunk.


É, o Cybergothic é uma mistureba entre os elementos visuais do Cyberpunk, do Gótico e dos Ravers que tem tantas histórias sobre o surgimento do estilo quanto cores neons em suas roupas. Mas foi mais recentemente, em 2002, que o grupo começou a se organizar como subcultura, possuindo estética e – obviamente – música.

Cybergothics
Não se deixe enganar a estética bebe da fonte Cyberpunk e Raver nitidamente: mistura-se elementos do rivethead (ou industrial) com o forte neon dos ravers, o “Fetish” – não confunda com fetiche – da medicina (seringas, máscaras e símbolos ambulatoriais), do góticoe da ficção científica. Sim, eles são uma espécie de ladrões de estilo e por isso são tão abnegados.

Aqui no Brasil eles tentaram se organizar, mas ainda não obtiveram muito sucesso… alguns poucos continuam tentando fazer valer a subcultura que lá fora já tem festas específicas e bandas surgindo no estilo há mais de meia-década. Sim, ainda é um pouco recente o surgimento e portanto desorganizado, mas há tentativas de organização e já possuem sites no estilo “vampire freaks” do gênero. A organização mais frequente é européia, e os Cybergothics são constantemente fotografados em eventos underground da cultura gótica.

Mas tão importante que a sua história controversa, surgimento e abnegação pelas demais culturas “antecessoras” ao mesmo, são suas regras estéticas. O que vale aqui é ser “bizarro” e “artificial”, assumir de vez o rótulo que antes era de chacota para si e fazer dele um estilo. Dessa forma qualquer um pode gritar que o Cybergothic é ridículo, esquisito, bizarro e rir deles, porque é isso mesmo que eles querem – e não se chateie se ele não ligar, achar bonitinho e ainda rir da sua cara de panaca-arranja-briga.


Estética Cybergothic:- O preto é predominante, PONTO!
- O PVC, Borracha, Vinyl, são muito bem-vindos;
- Máscaras de cirurgia, seringas e símbolos ambulariais também;
- Os símbolos do Biohazard e Radioative, também, você pode e deve ter variações em muitas cores;
- Não misture cores, escolha uma cor e se vista todo com ela e preto apenas (Não existem significados nas cores para eles);
- Verniz e muito verniz, se você for do tipo corajoso;
- Lentes coloridas, quanto mais artificial melhor;
- Perucas, Cyberlox, Dreadfalls e cabelos coloridos artificialmente;
- Neon é TUDO o que brilha no escuro e se você não brilha, não é Cygoth;
- É comum usar cera para tirar as sobrancelhas e pintá-las na testa, vai te dar um jeitão de “alien”;
- Androginia é o que você almeja, quanto mais, melhor;
- Maquiagem exagerada.

quinta-feira, 12 de junho de 2014

Existe "Namoro Moderno"?


Hoje é o Dia dos Namorados. E assistindo a uma tonelada de propagandas na mídia, me veio uma questão: "Será que o namoro está mais moderno"? Particularmente estranho um pouco quando escuto isso, pois acredito que as pessoas confundem liberdade ou quem sabe, a sua própria individualidade com modernidade. Já escutei muitos casais divulgando que são "modernos" porque permitem que sua parceira saia com amigas sozinha uma vez por semana ou "deixam" o parceiro jogar bola com os amigos no sábado de manhã. Veja, isso não é modernidade. Isso é respeitar o espaço do seu companheiro na relação. Impossível você compartilhar o tempo todo os momentos da sua vida com o seu companheiro e vice-versa. Cada um, em algum momento, terá seu próprio espaço e participará de núcleo social em que você não estará, seja no trabalho, na faculdade, e etc..

E não tenho dúvidas o quanto é saudável que as pessoas preservem seus próprios espaços, afinal namorar, noivar, casar, não devem ser encarados como uma prisão e sim como uma transformação, um amadurecimento. Dividir uma vida ou o seu tempo com alguém é algo muito sério porque implica investimento emocional. E claro, quanto menos maturidade você tem, maiores serão as chances de dar errado uma relação, afinal maturidade é auto conhecimento e se você não se conhece, como poderá oferecer o melhor de si para o outro?

Aquela história de que ninguém é de ninguém, procede. A única pessoa que te pertence é você mesmo. E se quiser prender alguém a você, sinceramente, só conseguirá através do cultivo de sentimentos positivos que levem ao amor. E qual a receita? Buscar o crescimento a cada dia como pessoa e usar cada dificuldade, cada conflito, como uma aprendizado para ser melhor. Como diz sabiamente o Quintana, é preciso deixar seu jardim bonito para as borboletas aparecerem...  

Não acredito que as relações e o amor propriamente dito esteja mais moderno...No século passado e neste século, as pessoas que amam se comportam da mesma forma, afinal  querem estar juntos e compartilhar bons momentos da vida com o seu parceiro. E quanto a esses casais que são mais liberais? Sim, não tenho dúvidas que há relações com regras mais flexíveis e que não seguem o protocolo tradicional, e pasmem, dão certo! Porém é importante advertir que, para ter esse tipo de relacionamento, é muito importante que o casal tenha muita maturidade, pois poderão colocar em risco a sua própria relação em consequência de atitudes ou regras mal pensadas. É fundamental que as pessoas respeitem suas limitações e que em muitos momentos poderão "não aguentar" as consequências de uma relação mais liberal.

Mas, inevitavelmente, o  que realmente mudou é que hoje com toda a tecnologia disponível e as redes sociais bombando, as pessoas conseguem se achar e se comunicar de forma mais ágil, e claro, conseguem obter o perfil completo do seu amado em segundos pela web... Humm, e ás vezes isso dá uma encrenca! 



(FONTE: TIRINHA TIRADA DO SITE http://meme.yahoo.com/comunicadores/p/vFEaRf0/)

Amor moderno? Sinceramente, apesar de apreciar todos os avanços tecnológicos, neste caso espero que a receita não mude. Afinal quem ama sabe o quanto é bom ter esse sentimento e não troca ele por nada nesse mundo!

Feliz Dia dos Namorados!

Um abraço,
Milene Rosenthal

sábado, 7 de junho de 2014

Bem-vindo(a) a Era do Relacionamento!

Imagine que você está numa festa de confraternização da sua empresa em um sítio de propriedade do Diretor da sua área. Neste momento todos estão com suas famílias, e o clima é de descontração, afinal todos estão rindo e relembrando fatos engraçados do dia-a-dia do escritório. O seu Diretor, que é um homem muito competente e admirado por toda a equipe, está interagindo com todos, e aparentemente muito feliz com a situação. Em um determinado momento, a esposa do seu Diretor chega ao lado dele e faz um comentário ao pé do ouvido, e os dois iniciam uma pequena discussão que vai aumentando de volume...o pessoal começa a se olhar e o silêncio impera....a discussão fica séria, e parece que os dois estão muito irritados um com o outro. A esposa do seu Diretor fala mais alguma coisa, e sai andando...e de repente....o seu Diretor puxa a esposa pelo cabelo, derruba-a no chão e começa a socar o seu rosto! Todos entram em pânico, e tiram ele de cima dela. Final da história: um nariz quebrado, um Diretor de Negócios disponível no mercado, e claro, muito assunto para o almoço de segunda-feira!

E se você acha que eu inventei essa história, está muito, mas muito enganado! Quem me relatou foi uma colega da área de RH que inclusive estava nesta confraternização. E depois de contar toda essa história, obviamente ela não deixaria de fazer aquele comentariozinho tradicional e muito popular: “Mas como pode, um homem daquele nível ter feito isso? Nunca imaginei que essa pessoa seria capaz de ter uma atitude dessa! E ainda na frente de toda a equipe!” Pois é, não só pode, como fez!

Ao longo da minha carreira tenho percebido que muitas pessoas, com aparente maturidade e bom nível intelectual, tem gerado situações adversas e que acarretam consequências muito negativas, e até mesmo estragos irreversíveis. Acredito que a maioria destas pessoas agem dessa forma por não terem um equilíbrio emocional adequado e principalmente, por não possuírem uma maturidade psíquica que possam lhe dar suporte em momentos críticos ou de intensas dificuldades. Mas porque isso acontece? As pessoas ao longo da vida não deveriam amadurecer? Não deveriam ter mais experiência por terem passado por diversas situações? Infelizmente, na realidade, esse processo é muito mais complexo e apesar de estarmos num momento de grande avanço tecnológico e com menos barreiras na área da comunicação, as pessoas estão esquecendo de desenvolver algo fundamental : o autoconhecimento.

Resumindo: não adianta melhorarmos as ferramentas de comunicação, e nos alimentarmos cada vez mais de conhecimentos se não cuidarmos e olharmos para dentro de nós mesmos e entendermos como, quando e aonde querermos chegar!! E se não conseguirmos deixar isso claro, todas as ferramentas e o conhecimento aprendido terão um efeito contrário: irão gerar sofrimento ao invés de satisfação. Quer um exemplo prático? Hoje no mundo existem milhares de pessoas que são viciadas em internet e são tratadas exatamente iguais a um dependente químico..Mas calma aí...a Internet não é facilitador da comunicação, algo essencial nos dias de hoje e possui um mar de conhecimento e de cultura? Como pode fazer mal a uma pessoa? Pois é... Se a pessoa não tiver uma boa estrutura emocional que a faça entender que a Internet tem uma função de agregar valor e não de ser o valor central em sua vida (preencher alguma carência) poderá se perder e criar uma dependência, seja ela direcionada para sites de relacionamento, de games, de sexo e por aí vai.

Se conhecer é fundamental! É o começo de tudo! Ter uma boa percepção de si mesmo, aumentarão as chances de prever quais serão os possíveis comportamentos e reações que você poderá ter dentro de uma situação, e assim optar por escolhas mais corretas. Entretanto, perceber a nossa realidade interna é uma tarefa relativamente difícil, pois temos algumas resistências, e ao mesmo tempo é necessário um constante exercício de diálogo interno e reflexão. Infelizmente percebo que as pessoas "vão" vivendo, errando e não aprendendo. Repetem inúmeras vezes comportamentos que lhe trazem desconforto e que muitas vezes afetam de forma negativa outras pessoas. E a saída na maioria das vezes é transferir a responsabilidade para o outro, e assim se isentar da responsabilidade em assumir o erro.

A psicoterapia é uma excelente alternativa e a mais eficaz para quem busca o autoconhecimento. Infelizmente, no Brasil, não existe uma cultura, um tradição, em fazer terapia. Os motivos são diversos, mas acredito que a maior barreira é o preconceito, pois buscar um Psicólogo traz a sensação para muitas pessoas de algo muito sério, e relacionado a loucura....É uma pena, pois a terapia nos dá a oportunidade e as ferramentas certas para explorar e conhecer o nosso “eu”.
Alguns filósofos e cientistas definem a época atual como a “Era do Conhecimento”...mas tenho que discordar, pois esta Era já ficou para trás! A geração passada e atual sabe o quanto é importante estar ligado em tudo, e estar sempre atualizado...já faz parte do nosso “DNA” e da sobrevivência. Hoje temos um fácil acesso ao conhecimento, pois a internet facilitou a nossa vida, e mesmo sem ela, existem milhares de bibliotecas, centros de pesquisa, livrarias, que podem nos suprir. Resumindo, não há desculpa! O conhecimento está aí, pronto e disponível para ser apredido a qualquer hora....Mas no meu entendimento, o grande desafio no momento atual é saber se relacionar..e a qualidade das relações que você estabelece dependerá do nível de autoconhecimento que você tem de si mesmo. Por isso acredito que estamos na ERA DO RELACIONAMENTO, afinal, você pode ter todo o conhecimento do mundo, mas se não conseguir expressá-lo e utilizá-lo da maneira correta, não lhe servirá para nada!

Autoconhecimento e relacionamento andam juntos....as pessoas que não se conhecem bem, dificilmente terão um bom relacionamento com os outros. Se relacionar é de certa forma abrir uma porta para conhecer uma nova realidade, e inevitavelmente implica em alguma transformação, mesmo que seja mínima. Ao entrar em contato com outra pessoa, você sairá diferente, pode ter certeza!
Quando não se tem uma boa percepção de si mesmo, há uma tendência das pessoas se relacionarem não com o outro, mas com as expectativas que foram criadas em cima do outro...e aí começam os problemas! Escutamos o que queremos escutar, vemos o que queremos enxergar e a realidade fica cada vez mais distante...e quando ela chega...que susto! Dor e muita frustração! Hoje escutamos muito sobre o conceito de que “relacionar-se é a base do sucesso”e o quanto é importante desenvolver o famoso “networking”. Concordo e sou uma incentivadora de todas essas idéias, mas se você não conseguir gerar uma boa imagem e deixar um rastro positivo, tudo isso poderá virar contra você. E não há receitas milagrosas....sem se conhecer não poderá ser autêntico e apresentar ao outro o que melhor há em você!!! E mais, como você pode se propor a conhecer alguém se não se conhece primeiro? Lembre-se que no processo de conhecimento você irá perceber o outro com o seu próprio olhar...e muito provavelmente irá gerar preconceitos baseados em suas vivências anteriores... e se o filtro estiver muito prejudicado poderá julgar de forma errada e assim perder uma boa oportunidade de agregar pessoas interessantes à sua vida. Em qualquer lugar que esteja, olhe ao seu redor e evite fazer pré-julgamentos, e sempre esteja aberto a conhecer novas pessoas.

Abaixe suas defesas, e antes de julgar, conheça primeiro!
Uma relação para existir necessita de duas pessoas, e assim, ambas são responsáveis pelo fracasso ou o sucesso desse relacionamento. Há uma tendência natural, e de certa forma uma defesa, de responsabilizar o outro por tudo que ocorre.....mas não se esqueça que para o outro agir de uma determinada maneira com você é porque em algum momento você estimulou ele a pensar dessa forma ... Um relacionamento pode estimular algo que já existe dentro de você, mas NUNCA o outro será responsável pelo que você é, e pelas escolhas que você faz.....Afinal é muito mais fácil culpar e responsabilizar o outro do que olhar para dentro de nós e assumir que fizemos escolhas erradas...Vilão e Mocinho são papéis que não combinam no mundo das relações! Neste mundo, as palavras básicas são "ação e reação".

E concluindo, espero que o Diretor de Negócios (da história acima) e sua esposa (ou agora ex!) tenham amadurecido com essa experiência, e que as pessoas que conheceram e estiveram presentes nesta situação, reflitam e olhem para dentro de si....afinal qualquer indivíduo que, não tem um conhecimento básico sobre as suas limitações e dificuldades, poderá estar produzindo uma bomba interna e que poderá explodir a partir de uma pequena faísca....
Decida ser você mesmo! Explore você e se conheça cada vez mais... e lembre-se que a felicidade não está no outro, mas em nós mesmos!

Um abraço,
Milene Rosenthal

domingo, 11 de maio de 2014

Os principais desafios das mães modernas da atualidade



Apesar de todas as evoluções e mudanças que ocorreram nas últimas décadas com relação à participação ativa da mulher no âmbito profissional e social, ser mãe ainda é amar incondicionalmente os seus filhos. Isso não muda e jamais mudará. Mas, certamente, as mães do mundo atual possuem uma série de características, comportamentos e ações diferenciados, afinal, o “educar” também precisou se adaptar às expectativas e necessidades dessa nova geração.
De acordo com Milene Rosenthal, psicóloga e fundadora do Psicolink - site pioneiro no Brasil dentro do segmento de orientação psicológica online -, uma das principais características das mães atuais é ter muita flexibilidade no seu dia-a-dia, buscando constantemente o equilíbrio para conseguirem realizar todas as tarefas de sua atribulada rotina, mas claro, priorizando os filhos e a vida familiar.  “Ser mãe nos dias de hoje não é uma tarefa fácil. É necessária uma alta dose de paciência e dedicação para conseguir conciliar todas as atividades diárias, pois a mãe moderna trabalha, educa, acompanha e participa ativamente da vida dos filhos”.

Com relação as diferenças entre as mães de antigamente é que estas tinham a casa e a família como principais atividades, conseguindo, desta forma, mais tempo de dedicação para os filhos. Entretanto, por estarem em outro momento social e terem como referência a educação que receberam, a base era a imposição constante das ideias, sem muito espaço para o questionamento. Já as mães de hoje não se dedicam 24 horas por dia para os filhos, mas, apesar deste tempo reduzido, por estarem sempre bem informadas e atualizadas, conseguem também contribuir bastante com a formação intelectual dos mesmos. “Uma outra diferença marcante é que a disciplina é passada de uma forma orientativa, além de existir um espaço maior para o questionamento e diálogo familiar”, afirma Milene.

Quanto à educação, a psicóloga informa que existem muitas discussões sobre essa questão, pois hoje existem diversos modelos aplicados por escolas e educadores. Em cada um deles existem aspectos positivos e negativos. Entretanto, independente de qual seja a metodologia, as escolas e os pais precisam se adaptar às mudanças sociais e entender como essa nova geração enxerga o mundo e quais são suas necessidades. “É preciso adaptar e flexibilizar a educação dentro e fora da escola e, claro, incentivar cada vez mais a participação dos pais no mundo escolar”, ressalta Milene.
Entre tantos desafios a serem enfrentados, o equilíbrio pode ser a chave do sucesso para essas tantas mulheres e mães.  Milene explica que o equilíbrio, neste caso, não quer dizer somente organizar e atender de forma eficaz a rotina do dia a dia, mas também, cuidar do lado emocional e do próprio crescimento pessoal. “Não adianta ter a vida dos filhos organizada, falar vários idiomas, ser bem sucedida, mas ser infeliz e não estar bem consigo mesma. O equilíbrio também quer dizer a busca da satisfação interna”.
Aceitar a escolha de conciliar ser mãe e profissional, ter pessoas confiáveis para ajudar com as crianças, organizar a rotina, valorizar os momentos e participar da vida do filho são algumas dicas que Milene Rosenthal disponibiliza para as mães viverem melhor e otimizarem seu tempo de forma mais eficiente.

sábado, 3 de maio de 2014

Quais as técnicas mais modernas de seleção de pessoas?

Especialista lista seis diferentes técnicas na hora de selecionar candidatos

Editado por Camila Lam


Quais as técnicas mais modernas de seleção de pessoas?
Respondido por Othamar Gama Filho, especialista em gestão de pessoas
As velhas entrevistas de seleção de profissionais continuam as mesmas e as percepções do profissional de Recursos Humanos ainda são decisivas. Na maioria das empresas, a verdadeira seleção acontece no momento da entrevista.
A técnica mais moderna de entrevista, seria a brain teaser (um tipo de entrevista quebra-cabeça) que foi desenvolvida por empresas de tecnologia dos Estados Unidos. O recrutador faz perguntas ao candidato que não exigem respostas corretas, mas testam a criatividade e a capacidade da pessoa em encontrar uma solução rapidamente. Um exemplo: “Se você pudesse juntar dois estados brasileiros, quais seriam e por quê?” ou “Por que os bueiros são redondos?”.
No entanto, há novidades nas ferramentas utilizadas antes do candidato chegar até a entrevista. Veja algumas:
Simulações e jogos online: buscam identificar o comportamento do candidato por meio de atitudes mensuráveis nas tomadas de decisões durante o game. Há um software utilizado por uma grande rede norte-americana de hoteis que exige que o candidato atue como um gerente hoteleiro virtual. O personagem tem tarefas que vão da compra de suprimentos até a definição do número de atendentes em operação durante o expediente do dia.
Análise de gestor ideal: também conhecida como, Manager Matching, que procura identificar pontos de aderência entre o colaborador e seu futuro gestor. O objetivo é que coordenadores possam buscar colaboradores com habilidades semelhantes ou complementares, resultando em uma equipe alinhada e unida. Este tipo de técnica pode aumentar significativamente a assertividade da contratação.
Sistemas de simulação de software e de programação: validam na prática se o candidato realmente sabe utilizar um determinando software ou programar em uma determinada linguagem.
Ferramentas de análise de voz, dicção e gramática por telefone: muito utilizadas nos processos seletivos de cargos de atendimento ao cliente.
Avaliação do rastro social on-line: ferramentas que analisam a interação do candidato em diversas redes sociais e procura tanto por pontos positivos como negativos do seu histórico on-line.
Entrevistas online: estas podem ser feitas a qualquer hora do dia, dentro de um prazo estipulado pelos recrutadores.

sábado, 19 de abril de 2014

EDUCAÇÃO EFICAZ: RECEITAS ANTIGAS NO MUNDO MODERNO

Resolvi escrever este post após receber diversos emails de pais com dúvidas sobre a educação de seus filhos. Como eu não conseguiria responder a todas as questões, reuni alguns pontos que acho importante serem observados quando estamos no papel de educadores. É importante ressaltar que cada família tem seu perfil e sua própria rotina e por este motivo busquei oferecer dicas mais gerais. Fique a vontade para comentar e compartilhar suas ideias!
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Educar é um processo que não tem uma receita pronta, pois os filhos não chegam com um manual, afinal aprendemos com eles na prática, no dia-a-dia e com os conflitos e as dificuldades que cada fase do desenvolvimento infantil apresenta aos pais.  Esse é um tema polêmico que gera muitas dúvidas e claro, tira o sono dos pais.

Em muitos momentos os pais têm dúvidas se estão agindo certo e quando algo dá errado logo vem o sentimento de culpa. Entretanto, a criança carrega as próprias respostas para essas dúvidas através das suas atitudes e comportamentos (sejam elas positivas e negativas), pois indicam se os pais estão no caminho certo. Por exemplo, a agressividade repentina de uma criança ou até mesmo o isolamento podem indicar algum problema no convívio familiar.

Para alguns pais, existem situações onde é muito mais cômodo ser permissivo ou até mesmo ignorar uma situação onde o filho está agindo de forma errada, afinal, ter paciência e ser firme exigem uma dedicação extra, onde os pais precisam doar uma boa parte do seu tempo. Existem inúmeros perfis de pais, desde os mais permissivos até os mais autoritários, e cada um, através do seu estilo, tem como objetivo propiciar a melhor educação para seu filho.

Entretanto, para um bom resultado, é fundamental que o bom senso predomine nas atitudes com os filhos. Punir ou ser permissivo demais poderá ser prejudicial. O equilíbrio  e a razão são ótimos aliados quando os pais precisam tomar uma decisão sobre a educação de um filho. 
Adicionar legenda

Educar realmente dá trabalho! Porém, apesar de não existir uma receita pronta, existem algumas regrinhas básicas que poderão ajudar (e muito!) na educação dos filhos e propiciar um lar mais harmonioso e feliz. Lembre-se que além das dicas abaixo, ter MUITA PACIÊNCIA, PERSEVERANÇA, DIÁLOGO E AMOR, são ingredientes fundamentais para atingir o sucesso.

Seguem 5 dicas básicas  que não podem faltar na educação dos filhos:


1)    PLANEJAMENTO E OBJETIVO: Como qualquer processo, a educação de um filho precisa ser planejada, onde os objetivos precisam estar claros. Agir sem propósito poderá gerar um vazio e conflitos desnecessários. Quando tomar uma atitude tenha certeza de que a intenção é realmente de educar. Não desgaste a sua relação ou despeje as suas próprias frustrações nos seus filhos. Tenha claro o motivo que estão levando a agir naquele momento.

2)    PROMETA APENAS O QUE PODE CUMPRIR. Jamais quebre uma promessa ou um compromisso firmado com o seu filho. Perder a confiança do seu filho poderá ser muito prejudicial. A confiança é a base da de qualquer relação sadia. Jamais prometa o que não poderá cumprir.

3)     SEJA COERENTE. É fundamental que os pais tenham um bom alinhamento nas decisões em relação aos filhos. É preciso ter o mesmo discurso. Os pais deverão conversar antes e definir uma linha de ação e estarem de acordo com as mesmas regras e opiniões. Ambos deverão ter a mesma autoridade e respeito frente aos filhos.

4)    COLOCAR LIMITES: Educar não é permitir tudo. Entretanto é importante colocar limites saudáveis e que tenham condições de serem respeitados. Quando não existem parâmetros, as crianças poderão ter muitas dificuldades no futuro, principalmente quando começarem a conviver socialmente. Quando se impõe regras e limites é fundamental sustentar e se manter firme na decisão. Dessa forma a criança ficará mais segura.



5)    PARTICIPE DA VIDA DE SEU FILHO! Parece óbvio, mas infelizmente, no momento atual, muitos pais em decorrência da rotina intensa ou outros motivos, acabam se afastando dos seus filhos. É muito importante acompanhar a rotina do filho e todos os dias perguntar como foi o dia na escola, o que aprenderam e os fatos mais importantes. Mesmo não estando fisicamente presente, a tecnologia e o fácil acesso a comunicação poderão ajudar. E quando estiver em casa, separe um tempo para dar atenção e brincar com o seu filho e demonstre o seu afeto por ele. É muito saudável abraçar e beijar os filhos, independentemente da idade dele que eles estão. Lembre-se que o mais importante não é a quantidade de tempo e sim a qualidade de tempo que você terá com ele.

E para finalizar, abaixo segue um vídeo que acredito ser um dos alicerces de uma boa educação, afinal seu filho não vê o que você fala, ele vê o que você faz! 


Um abraço,
Milene Rosenthal