terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

The EGO goes to...


O Oscar é considerado o prêmio mais importante dentro da comunidade cinematográfica mundial, e não é para menos, a festa reúne os melhores filmes e atores do mundo todo, e carrega uma tradição de décadas, premiando e construindo a história do cinema.

Apesar de todo o charme e seriedade que o evento carrega, percebemos que a escolha dos premiados muitas vezes não é feita apenas pelo talento e qualidade dos trabalhos apresentados, havendo também muitas outras influências, sejam elas políticas ou sociais. Há muitas outras questões envolvidas "in behind the scenes"e essa tendência, apesar dos avanços tecnológicos e da mudança de paradigma, não muda.

E este ano não foi diferente. A única surpresa que tive foi realmente ver a escolha de Hugh Jackman como apresentador que teve um bom desempenho na sua estréia e quebrou a tradição da escolha de comediantes para este papel.
Há vários anos tudo é muito previsível...e diga-se de passagem, este ano o Oscar premiou os mais diversos "egos", afinal em tempos de crise e mudanças presidenciais é importante estar bem com tudo e todos!
And the Oscar goes to.....
  • para o ego da comunidade gay, através de Sean Penn, que sempre sofreu preconceitos e foi injustiçada, mas que tem uma grande força política através de gays influentes...
  • para o ego de Kate Winsteley, que desde do Titanic (e seis indicações anteriores) espera o reconhecimento da comunidade cinematográfica, e no seu egodiscurso não conseguiu se conter e disse a Meryl Streep "você vai ter que engolir essa!"...
  • para o ego da Índia ( melhor filme), diga-se de passagem, a 2a economia que mais cresce no mundo, e que carrega agora o "Bollywood"(a versão indiana de Hollywood, claro, com a mão de obra muito mais barata!)...
  • para o ego da família de Heath Leadger que comoveu a platéia ao receber o prêmio póstumo, dando um ar dramático típico americano, reforçando assim o "american dream"...
  • para o ego dos japoneses de "Departure"( melhor filme estrangeiro) que além de não saberem falar inglês, fizeram questão de mostrar ao mundo que não tiveram interesse algum em aprender a língua do Tio Sam...(nem ao menos o Thank you!)
  • para o ego do fofíssimo Wall-E, que traz a bandeira do "não consumismo"e a necessidade de ter cuidado com a troca de seres humanos por robôs ...
Mas o melhor Oscar foi para o filme da vida real, apresentado por Jennifer Aniston, que segundo a mídia, pela primeira vez encontrou seu ex-amado com a atual esposa em um evento (inclusive o casal estava concorrendo ao prêmio de melhor ator e atriz). A organização do evento, não satisfeita em colocar o seu lugar próximo a dupla, fez um "close" de Brad Pitt na hora em que ela estava apresentando um dos prêmios....para o mundo todo ver...e o pior de tudo, vocês viram o novo namorado dela? Nota 5,5! Realmente, não deve ser fácil ser ex-mulher de um Brad Pitt, imagine o controle de qualidade como deve ser afetado? Depois de tanta emoção (ou frustração), após a festa do Oscar, uma caixa de chocolate para Jennifer Aniston foi pouco....

Um abraço,

Milene Rosenthal

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

A crise e suas oportunidades....

Em muitas rodas de conversa, quando o tema é a crise mundial, percebo uma certa despreocupação das pessoas. É como se este tema fosse distante da realidade brasileira. Acredito que esse comportamento é decorrente do tal "jeitinho brasileiro" onde a idéia é que no final tudo dará certo. Realmente não podemos prever o quanto seremos atingidos, mas a crise está chegando, e de forma discreta... mas já está afetando algumas empresas...
O que mais me chama atenção em todo este cenário, é que algumas empresas tomam decisões radicais e cortam custos para manter um equilíbrio financeiro interno, buscando se preparar para um futuro incerto.E após estas ações, as rotinas, as entregas, enfim, o funcionamento interno continua indo bem...e muitas vezes parece que nada ocorreu... E se a empresa sobreviveu, por que essas medidas para redução de custo não foram tomadas antes? Por que não houve um planejamento?

Convido você a fazer uma analogia de uma empresa com a sua casa. Para realizar a compra diária de alimentos, produtos de limpeza ou até mesmo roupas e calçados, você obtém pelo menos três orçamentos para comparar preços e depois comprar no estabelecimento com o preço mais baixo? Em relação às contas de luz, você faz um comparativo mensal da quantidade que foi consumida no mês anterior, ou um estudo semestral minucioso dos gastos? Qual é a probabilidade de acertar o orçamento planejado por você mesmo no início do mês? 50%?


Well, as questões acima demonstram o quanto nada somos comprometidos com a nossa "economia " doméstica, pois sempre há outros assuntos muito mais prioritários do que ficar 3 horas analisando uma conta telefônica e conferindo se cada número de telefone que consta foi realmente discado e se a duração das ligações está correta...

Obviamente que, no trabalho, o comprometimento com este tema deverá ser maior, pois apesar de não ser explícito, você é pago para usar de forma adequada e com bom senso o dinheiro da empresa. Mas quantas prioridades a mais você não tem no seu trabalho e ás vezes deixa de lado essa questão? E é por este motivo que empresas gastam fortunas em treinamento e mantém equipes de profissionais apenas para controlar custos....

A vinda da crise, exceto para as empresas que quebraram, é uma boa oportunidade para cortar excessos, programas que são considerados supérfluos e contratações erradas ou mal planejadas... e esses problemas foram consequências de decisões erradas.
Então, a crise não seria um bom momento para mascarar erros e assim não sair mal na foto...?

Mesmo com toda a pressão, é neste momento que a área de RH precisa estar atenta, e lembrar que os programas existentes não podem parar, pois são investimentos e não custo. Ok, concordemos que em certos casos alguns treinamentos devem ser suspensos, e a redução da folha de pagamento é inevitável, afinal poderá ocorrer também uma menor demanda de trabalho pela diminuição de clientes. Mas por outro lado é um excelente momento para motivar as equipes, gerar novos desafios, promover profissionais internamente ao invés de novas contratações, utilizar a criatividade para driblar custos e agregar novas responsabilidades e desafios para aqueles que estão desmotivados....

Espero que o monstro da crise ao desembarcar no Brasil chegue bem pequeno e assuste pouco. Enquanto isso, o melhor a fazer é cuidar sempre do seu currículo, e lembre-se que ele pertence a você e não à empresa que trabalha no momento. Bons profissionais também podem ser demitidos, e diz a lenda, que durante toda a carreira são pelos menos 3 demissões involuntárias que cada profissional irá enfrentar. Mas se você tiver empregabilidade reduzirá esta margem em pelo menos 80%.
E o nosso amigo aí de cima está com uma cara...Ops! E não é para menos, afinal não era ele que dava sorte para bolsa de valores americana? Hum....acho que ele está com medo de perder o emprego....
Um abraço,
Milene Rosenthal