segunda-feira, 18 de julho de 2011

Não se preocupe. Essa criança não é um E.T.!

                                           
Eu estava esperando a minha filha na garagem da escola e ao meu lado estavam dois meninos brincando com figurinhas. O meu celular estava no meu colo e um deles olhou para mim e disse: “Moça, esse celular é igual ao do meu pai. É um SAMSUNG GT-B7320 né?” Pensei, esse "moleque" tá brincando comigo... Procurei o modelo no celular e nada estava escrito, e então eu disse que “achava que era”. Afinal, tenho esse celular há quase 1 ano e como não saber o modelo!! Básico não?(O pior não é isso...Assim que cheguei em casa, busquei na Internet o modelo do meu Samsung e era isso mesmo.) Na seqüência, ele disse: “ Eu já sei mexer direitinho nele! Posso ligar para o meu pai?” E ao questioná-lo sobre o motivo da ligação, ele disse que estava preocupado, pois queria saber se o pai estava a caminho da escola. Eu autorizei e ele fez a ligação. Porém, como ficou a mensagem de “Discando”, ele falou: “ Estou indo lá fora, o sinal aqui está ruim, pois como estamos no subsolo, a freqüência da antena não chega até nós...” Fui com ele lá fora, e ele conseguiu realizar a ligação. O pai, disse que já estava chegando. Ele me devolveu o celular, agradeceu, e continuou brincando... E eu, fiquei ali, observando e pensando...

Cheguei a conclusão que realmente algo está muito diferente e fiquei com um sentimento estranho. Pensei na Geração Y, yottabites, blá, blá... Fui longe... E no fundo, percebi que, aquele menino de apenas 8 anos me ensinou algo que eu não sabia. Concordo que saber o modelo do meu celular é um informação altamente desnecessária para minha vida, meu trabalho... Mas a questão é outra! Um garoto de apenas 8 anos me ENSINOU algo! E depois de perceber algo que parece tão óbvio, tive um insight e entendi o porquê do sentimento estranho...Hoje, seja nas empresas, na vida pessoal, temos um modelo de que as pessoas mais velhas (teoricamente) são as que ensinam e as mais novas aprendem. Certo? Errado! Essa “regra” claramente não se aplica mais. O que temos hoje são gerações diferentes, com educações diferentes e com comportamentos diferentes... Claro, isentando questões mais éticas e culturais, em muitos momentos não podemos mais definir algumas questões como certo ou errado para esta geração, e sim, precisamos obrigatoriamente dar sentido e valorizar as diferenças. Acredito que a nova geração está muito, mas muito avançada frente as gerações passadas e por este motivo as diferenças ficam mais relevantes.

Não tenho dúvida de que, o melhor dos mundos, é promover uma aliança e conexão entre as gerações antigas e mais novas, onde cada uma poderá oferecer o que há de melhor... Podar a criatividade, a motivação, e a necessidade que as crianças e adolescentes tem de entender e buscar o mundo é o pior crime que podemos cometer! É a mesma coisa que pintarmos um arco-íris de preto e branco.
 Depois dessa experiência, a ficha caiu. Algo me mobilizou e me fez revisar algumas crenças e percebi que apesar de ter muito que ensinar para a próxima geração, também aprendo e aprenderei muito com eles. Para muitos parece assustador, mas acredito que seja mais medo do desconhecido e da alta capacidade de desenvolvimento e raciocínio que essa nova geração tem. Não sabemos aonde vamos parar. Hoje está muito difícil mensurar, colocar limites... A cada momento tudo é superado e sempre temos novidades. Mal acostumamos com o iPad e já vem o 2, 3 e assim vai... E quem está atrás de toda essa transformação e avanços? São exatamente essas crianças e jovens que convivemos diariamente, e cá entre nós, que energia e sede de aprender, não?

Por isto, se você pertence a uma geração “mais antiga”, deixe seus medos e defesas de lado, e mergulhe nesta nova geração, pois tenha certeza de que ambos irão se beneficiar... Você com esse novo aprendizado e “eles” com a sua experiência de vida... Então, quando receber uma boa resposta de alguém com 6, 7, 8 anos, não olhe para esse ser como se ele fosse um Extraterrestre! Encare com naturalidade todo esse super desenvolvimento e dê boas vindas a este novo conhecimento em sua vida.
Um abraço,
Milene Rosenthal

domingo, 10 de julho de 2011

CIBERDIVÃ

No cyberdivã

(Reportagem retirada do site da revista Isto É : http://www.istoe.com.br/reportagens/145377_NO+CYBERDIVA)

Pacientes trocam os tradicionais consultórios dos psicólogos pela conversa virtual e fazem terapia por meio do computador, sem pegar trânsito e pagando menos - (João Loes / ISTO É)


Conforto

Breno Gorgulho em casa: sessão online custa R$ 65

São quase 20 h na cidade de São Paulo e o gestor de negócios Breno Gorgulho, 33 anos, se aninha em uma confortável poltrona de sua casa. Com calma, ele abre o laptop, entra com seus dados num site e dá início a mais uma das 20 sessões de orientação psicológica que comprou pela internet. Do outro lado, um psicólogo acompanha o desfiar das aflições do paulistano por meio de uma webcam. Pelo encontro, que durará 50 minutos, Gorgulho desembolsará R$ 65. “É uma maravilha”, diz ele. “Só o tempo que eu economizo não tendo que me deslocar pelo caos que é o trânsito já vale o investimento”, sintetiza. Atualmente, 62 sites têm autorização do Conselho Federal de Psicologia (CFP) para prestar esse tipo de serviço pela rede (obtida em 2010, quatro vezes mais que os registrados em 2009).

Mesmo que os 50 minutos de atendimento funcionem quase da mesma forma que uma psicoterapia breve – centrada em um problema específico e com duração limitada –, a orientação psicológica virtual ainda não pode ser descrita e vendida dessa maneira, embora em países como o Canadá e a Inglaterra isso já aconteça. “O CFP tem receio de autorizar os sites a chamar esse serviço de terapia por não saber muito bem como fiscalizar os atendimentos”, explica a psicóloga brasileira Milene Rosenthal, dona do Psicolink. Com o tempo, porém, tudo indica que o conselho autorize essa mudança, que deve trazer ainda mais pacientes aos consultórios virtuais. “A meu ver, os benefícios são maiores que os prejuízos”, diz Luciana Ruffo, psicóloga do Núcleo de Pesquisas da Psicologia em Informática da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo.

Luciana lembra, por exemplo, que as sessões pela internet facilitam o tratamento de pacientes que têm dificuldades físicas ou psicológicas para sair de casa ou, ainda, de pessoas que moram no Exterior e não falam a língua local. A dificuldade de locomoção em grandes cidades também pesa. “Mas falta a presença física, há a questão dos problemas técnicos durante o atendimento e a fragilidade do sigilo no mundo virtual”, ressalva. Com o tempo, tudo indica que a orientação psicológica virtual entrará para a lista de ferramentas dos psicólogos, que continuarão atendendo presencialmente, mas terão essa opção para ajudar o crescente número de aflitos que inundam seus consultórios.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Igrejas Modernas - A tecnologia a serviço da fé

Igrejas hi-tech

Velários eletrônicos, água-benta automática e oratórios digitais. Os católicos abrem as portas de seus templos para a tecnologia.
(reportagem de João Loes, retirada da revista Isto É: http://www.istoe.com.br/reportagens/66042_IGREJAS+HI+TECH)

FACILIDADE: Na igreja de Santa Rita, a oração aos pés da cruz é recitada eletronicamente

O costume católico de acender uma vela na igreja pode estar com os dias contados. Mergulhar a mão na água-benta ao entrar num santuário também. Esperar o padre para a oração junto a uma imagem, nem se fala. É que hábitos tradicionais como esses vêm ganhando ares modernos. Os velários clássicos, de parafina, têm sido substituídos pelos digitais. As pias de água-benta agora dão lugar aos dispensadores eletrônicos com o líquido já benzido. Já a voz do padre ecoa cada vez menos na sacristia e no confessionário, mas se multiplica em orações digitais reproduzidas diante de imagens e quadros de santos com o simples apertar de um botão. “A ideia é modernizar a igreja”, afirma João Barassal Neto, um grande entusiasta da tecnologia na igreja e dono de uma empresa que fabrica soluções para esse mercado.

Os velários hi-tech têm duas versões disponíveis no mercado: a clássica, que requer uma instalação mais trabalhosa por depender de fios para controlar o acionamento das velas, e a versão bluetooth, que aciona as velas a partir de uma base sem fio móvel, que pode ser instalada em qualquer lugar da igreja. Ambas com tecnologia LED – sigla para diodo emissor de luz, muito mais potente e resistente que uma lâmpada comum. Ao fiel cabe apenas a missão de depositar uma quantia em moeda ou papel dinheiro equivalente ao número de velas que quer acender e ao tempo que espera vê-las “queimar”. Acesa, ela pisca três vezes para que o devoto a identifique e, só então, flameja. Sem emissão de carbono, sem parafina derretida e sem riscos para as igrejas, argumentam os fabricantes. Estima-se que, só com a queima das velas, as igrejas brasileiras emitam 36 toneladas de dióxido de carbono todos os anos. Na contramão da prática ecologicamente reprovável, os velários eletrônicos têm selo de sustentabilidade do Green Building Council, que certifica produtos com baixa emissão de gases de efeito estufa.


NOVOS TEMPOS:O velário digital polui e suja menos e o dosador de água-benta evita contaminações

Mas a novidade não tem só aprovação ecológica. A Igreja Católica também gostou da ideia e está admitindo a tecnologia em seus templos. Para dom Orani João Tempesta, arcebispo do Rio de Janeiro e presidente da Comissão para Comunicação da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), tudo que aproxima o fiel da igreja sem explorá-lo é positivo. E as novidades eletrônicas podem ser um caminho. “Em situações de devoção, a vela eletrônica pode ser usada tranquilamente”, explica o arcebispo. “Mas em ritos sacramentais, como a missa, a vela de parafina ainda é regra”, ressalva, explicando que, nesses momentos solenes, tudo deve ser o mais natural possível – como flores frescas e altar de madeira.


Dispensadores eletrônicos de águabenta, criados para substituir as tradicionais pias, também são tidos, oficialmente, como adaptações positivas pela Igreja. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu as bacias durante o surto da gripe suína, para evitar o contágio. Como os dosadores funcionam sem contato direto com as mãos, a contaminação fica mais difícil. Abastecidos com apenas um litro de água-benta, eles servem até duas mil doses de água. Para santuários cujos padroeiros são santos de grande devoção, que atraem milhares de fiéis todos os meses, trata-se de uma praticidade e tanto. São eles, aliás, os maiores clientes de novidades como essas. Com infraestrutura proporcional ao número de devotos que lotam suas naves, muitos já utilizam outros produtos, como os sinos eletrônicos que tocam automaticamente nas horas certas. “Os velários eletrônicos são bem mais higiênicos, não exigem tanta limpeza”, explica o cônego Celso Pedro de Lima, responsável pela Paróquia Santa Rita de Cássia, no Pari, em São Paulo, que também adotou os dispensadores de água- benta e as orações eletrônicas. “Acho as orações um pouco impessoais”, ressalva. “Mas os fiéis gostam.” E a voz do povo...

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Psicolink - O seu Psicólogo Online a um clique!


Primeiro post de 2011...!
E particularmente este é muito especial.

E o motivo? O lançamento do site Psicolink – um dos primeiros sites no Brasil que oferece Orientação Psicológica Online. O Psicolink é a realização de um sonho que durou mais de dois anos para se tornar realidade!

E tudo começou quando eu estava em um jantar com amigos e no meio da conversa uma pessoa me perguntou: “Por que os Psicólogos não realizam atendimento pela Internet?” Fiquei com a pulga atrás da orelha e a partir daquele dia comecei a pesquisar sobre o tema e para a minha surpresa o Brasil estava muito, mas muito atrasado nesta área!

E neste tempo, paralelamente ao trabalho que realizo como Gestora de RH, comecei a ler os livros e trabalhos científicos escritos fora do Brasil. Entre uma pesquisa e outra, conheci um dos diretores da área de Psicologia da Universidade de Toronto que depois de algumas trocas de e-mails sobre o tema, me incentivou a realizar as duas certificações de Cybercounselling. Com muita alegria, na metade de 2010 fui a primeira Psicóloga da América Latina a receber estas certificações e em breve, através de uma parceria, estes mesmos cursos serão disponibilizados para os psicólogos no idioma português.


Mas o que o site oferece? O Psicolink é uma ferramenta voltada aos Psicólogos que queiram realizar atendimento mediado por computador e aos clientes que buscam uma orientação psicológica online com total segurança e qualidade. O Psicolink possui ferramentas online avançadas, como o videochat e o sistema de “Plantão de Psicólogos” que oferecerá atendimento 24 horas por dia. Este é um serviço único que prioriza não só a qualidade técnica, mas também a melhor prática da psicologia, respeitando a ética e a sua legislação existente.


E hoje, após um ano de trabalho, o site foi aprovado pelo Conselho Regional de Psicologia e está ativo, cadastrando Psicólogos e clientes. É importante ressaltar que, conforme a legislação, o site só poderá oferecer ORIENTAÇÃO PSICOLÓGICA e não TERAPIA e que os Psicólogos, apesar de atenderem online, deverão seguir e respeitar o Código de Ética do Psicólogo vigente no país da mesma forma que é feito no atendimento presencial do consultório.
Agora é possível ter acesso a um Psicólogo Online em apenas um clique!


Este é um serviço diferenciado e que tem em sua base uma responsabilidade social muito importante, pois além de gerar mais oportunidades de trabalho para os Psicólogos, também deixará o Psicólogo mais próximo das pessoas que precisam de um atendimento mais especializado e direcionado.

Sei que há um caminho longo pela frente, mas esse é o primeiro passo. A Psicologia Brasileira precisa estar preparada para a Era Digital e tenho certeza de que em breve incluiremos o Brasil na lista de países que incentivam essa prática no mundo.

E convido você, meu prezado leitor, a conhecer essa nova ferramenta!

Vamos lá? 
 
www.psicolink.com.br


 Um abraço,
Milene Rosenthal