quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Síndrome de Burnout: quando o paciente é o local de trabalho




Todo final de domingo, André começava a sentir irritabilidade, taquicardia, sudorese excessiva e muita tristeza. Todos estes sintomas começaram a aparecer após André assumir a Diretoria Comercial de uma importante multinacional. Apesar de todo o preparo e experiência, oriundos de uma carreira de sucesso, André também começou a perder a motivação e a questionar a sua capacidade. Por diversas vezes, quando se deparava com algum problema profissional, ele se sentia fracassado e imediatamente trazia a culpa para si.Percebendo que não estava conseguindo superar essas dificuldades, André procurou a área de RH da empresa que o indicou para um especialista. Após uma análise mais aprofundada do seu caso, ele foi diagnosticado com a Síndrome de Burnout , ficando surpreso e ao mesmo tempo preocupado, afinal, como muitos profissionais, ele não conhecia essa patologia.

A Síndrome de Burnout é considerada um tipo de estresse ocupacional, sendo que as condições e o ambiente de trabalho são fundamentais
para que essa Síndrome se desenvolva. Empresas que incentivam a competitividade ao extremo, tem rotinas extenuantes, cobranças intensas de chefias e a pressão em atingir metas quase impossíveis, terão grandes chances de ter em seu s quadros colaboradores com Síndrome de Burnout. Obviamente, a sua manifestação depende muito mais da reação individual e da forma com que cada indivíduo enfrenta os problemas que surgem na sua rotina profissional.
As principais características da Síndrome de Burnout são:

SINTOMAS EMOCIONAIS: avaliação negativa do desempenho profissional, esgotamento, fracasso, impotência, baixa auto-estima;

MANIFESTAÇÕES FÍSICAS OU TRANSTORNOS PSICOSSOMÁTICOS: fadiga crônica, dores de cabeça, insônia, úlceras digestivas, hipertensão arterial, taquicardia, arritmias, perda de peso, dores musculares e de coluna, alergias, lapsos de memória.

ALTERAÇÕES COMPORTAMENTAIS: maior consumo de café, álcool e remédios, faltas no trabalho, baixo rendimento pessoal, cinismo, impaciência, sentimento de onipotência e também de impotência, incapacidade de concentração, depressão, baixa tolerância à frustração, ímpeto de abandonar o trabalho, comportamento paranóico (tentativa de suicídio) e/ou agressividade.

Antes de concluir, é importante ressaltar que, apesar de encontrarmos profissionais que tem total capacidade de assumir posições muito complexas, há situações em que o limite é ultrapassado e, por consequência, o corpo e a mente sinalizam o abuso, e é neste momento que os sintomas começam a aparecer. E foi exatamente o que aconteceu com André, pois ele não colocou o limite, mas em contrapartida o seu corpo o alertou. Após 6 meses de tratamento com medicação e psicoterapia, André não se curou, apenas voltou ao que era antes, afinal ele não precisava mudar. O que precisava mudar eram a cultura e o ambiente de trabalho que ele estava inserido, pois este sim estava doente.Entretanto, quem está feliz mesmo é a concorrente da empresa em que André trabalhava, afinal ela, por ser bem organizada, com excelente planejamento e um ótimo ambiente de trabalho, possui agora em seu quadro de colaboradores um profissional feliz, motivado e comprometido, não é André!

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Fique por dentro:Conheça as doenças psicológicas da modernidade

Há uma frase célebre que diz: “De louco todo mundo tem um pouco”, e realmente não há como discordar, afinal só nós mesmos sabemos quantas coisas malucas passam pela a nossa cabeça e felizmente ficam aqui dentro! 
A “normalidade” é um conceito muito complexo, pois irá depender basicamente das referências que temos para comparar uma ação, um pensamento. Entretanto, qualquer comportamento que tenha característica exagerada, desequilibrada e que acarretem conseqüências negativas para a própria pessoa e para os outros, não pode ser ignorada e deve ser olhada com atenção.
E cada vez mais estão aparecendo novas doenças psicológicas... Elas que já existem desde origem humana, agora estão se adaptando a uma nova linguagem e com novos conteúdos.

Nestes últimos dias, conversando com um amigo, ele justamente me perguntou sobre essa questão - se os profissionais da área de saúde mental já estão pensando sobre o futuro das doenças psicológicas e principalmente, e se eles estão se preparando para as novas demandas... Apenas uma correção: demandas que já estão acontecendo!!!


Felizmente, nós profissionais da saúde mental, estamos atentos a todas estas mudanças e nos atualizando. Hoje as doenças campeãs de procura para ajuda psicológica são indiscutivelmente a depressão, a síndrome do pânico, TOC ( transtorno obsessivo compulsivo) e dependência de drogas. 

Entretanto, convido você a conhecer (se já não conhece) algumas patologias que precisamos estar atentos e já que os números de pessoas afetadas estão aumentando a cada dia...


1. DOENÇAS LIGADAS A IMAGEM CORPORAL E A BUSCA DA BELEZA

1.1 DISMORFIA CORPORAL

(fonte:www.psiqweb.com.br) 
Você já deve ter visto na mídia algumas pessoas que possuem essa patologia que ocorre quando a pessoa se vê diferente daquilo que os outros a vêem. Transtorno Dismórfico Corporal é caracterizado pela preocupação com um imaginado defeito na aparência. Se uma ligeira anomalia física está presente, a preocupação do indivíduo é acentuadamente excessiva. A preocupação causa sofrimento clinicamente significativo ou prejuízo no funcionamento social ou ocupacional ou em outras áreas importantes da vida do indivíduo. Michael Jackson e Jocelyn Wildenstein são exemplos práticos dessa patologia.
 
1.2 VIGOREXIA
(fonte:www.psiqweb.com.br)
A adicção ou dependência ao exercício, também chamada de Vigorexia ou Overtraining é um transtorno no qual as pessoas realizam práticas esportivas de forma continua, com uma valorização praticamente religiosa (fanatismo) ou a tal ponto de exigir constantemente seu corpo sem importar com eventuais conseqüências ou contra-indicações, mesmo medicamente orientadas.A Vigorexia está nascendo no seio de uma sociedade consumista, competitiva, frívola até certo ponto e onde o culto à imagem acaba adquirindo, praticamente, a categoria de religião.


1.3 ANOREXIA
(fonte:www.psiqweb.com.br)
As características essenciais da Anorexia Nervosa são a recusa do paciente a manter um peso corporal na faixa normal mínima associado à um temor intenso de ganhar peso. Na realidade, trata-se de uma perturbação significativa na percepção do esquema corporal, ou seja, da auto-percepção da forma e/ou do tamanho do corpo e, assim sendo, a recusa alimentar é apenas uma conseqüência dessa distorção doentia do esquema corporal.
A perda de peso nas pessoas com Anorexia Nervosa é obtida, principalmente, através da redução do consumo alimentar total, embora alguns pacientes possam começar "o regime" excluindo de sua dieta aquilo que percebem como sendo alimentos altamente calóricos. De modo geral, a maioria dos pacientes termina com uma dieta muito restrita, por vezes limitada a apenas alguns poucos tipos de alimentos. Nos casos mais graves o paciente adota métodos adicionais de perda de peso, os quais incluem auto-indução de vômito, uso indevido de laxantes ou diuréticos e prática de exercícios intensos ou excessivos.


As pessoas com este transtorno têm muito medo de ganhar peso ou ficar gordos e este medo geralmente não é aliviado pela perda de peso. Na verdade, a preocupação com o ganho ponderal freqüentemente aumenta à medida que o peso real diminui.
Alguns deles acham que têm um excesso de peso global, independentemente dos resultados contrários da balança. Outros percebem que estão magros, mas ainda assim se preocupam com o fato de certas partes de seu corpo, particularmente abdômen, nádegas e coxas, estarem "muito gordas".


2. DOENÇAS LIGADAS AO USO DA TECNOLOGIA
(fonte:www.psiqweb.com.br)


2.1 Transtorno do sono.


A maior queixa dos indivíduos que estão sempre conectados é a ausência de sono. Para alguns internautas a troca da noite pelo dia é muito simples e quase inevitável, afinal a internet NUNCA para, e essas pessoas tem a necessidade de estarem se atualizando a cada segundo. Entretanto, a falta de sono poderá prejudicar e muito, pois a grande maioria das pessoas tem rotinas importantes a fazer no outro dia. Essa foto ao lado foi tirada de uma japonesa no metrô, e nos mostra o quanto está grave essa questão...! Para conviver com a falta crônica de sono os japoneses desenvolveram a arte do Inemuri, que é o aproveitamento do tempo de deslocamento para fazer aquilo que não fizeram durante a noite e para isto eles empregam dispositivos bizarros que os permitem dormir em pé no metrô.

2.2 Nomofobia


É uma ansiedade exagerada (percebida ou não) que acarreta a pessoa pela falta de conexão eletrônica, seja através do celular ou da Internet. Caso queira realizar o teste para saber se você está "viciado" no mundo cybernético, acesse o post "Você é viciado em Internet? Faça o teste e descubra...."

3. DOENÇAS LIGADAS AO AUMENTO NA EXPECTATIVA DE VIDA (AVANÇO DA MEDICINA)
(fonte:http://www.alzheimermed.com.br)

3.1 MAL DE ALZHEIMER

Quanto maior a expectativa de vida, maior também as chances do indivíduo desenvolver doenças relacionadas a velhice, como é o caso do Mal de Alzheimer.

A doença de Alzheimer é uma doença degenerativa, progressiva que compromete o cérebro causando: diminuição da memória, dificuldade no raciocínio e pensamento e alterações comportamentais.

Definida por muitos como “mal do século”, é ainda pouco conhecida em nosso meio e tem efeito devastador sobre a família e o doente.

Tida como uma doença rara, conhecida erroneamente como “esclerose” pela população em geral, a doença de Alzheimer representa para a comunidade sério ônus social e econômico.

O mal de Alzheimer pode manifestar-se já a partir dos 40 anos de idade, sendo que a partir dos 60 sua incidência se intensifica de forma exponencial. Os sintomas mais comuns são: perda gradual da memória, declínio no desempenho para tarefas cotidianas, diminuição do senso crítico, desorientação têmporo-espacial, mudança na personalidade, dificuldade no aprendizado e dificuldades na área da comunicação.