segunda-feira, 7 de setembro de 2015

TRIBOS MODERNAS: MUITAS NOVIDADES POR AÍ !!!



Para um grupo se formar é preciso que, além da interação entre os participantes, haja também valores, princípios e objetivos em comum, onde a individualidade acaba e o “eu” é trocado por “nós”. A identidade é deixada de lado, sendo que as idéias que prevalecem são os ideais coletivos. E como a união faz a força, as pessoas se sentem mais fortalecidas e acabam por defender com “unhas e dentes” a filosofia do grupo. Em casos extremos existe uma certa intolerência com grupos que pensam de forma diferente e acabam resolvendo as diferenças com violência. Cada grupo social tem suas próprias regras e normas, afinal é muito importante uma organização para ocorrer uma certa ordem interna.

Os grupos modernos não apresentam diferenças em relação aos grupos mais antigos, mas inevitavelmente os novos objetos de interesse e seus significados tiveram que ser adaptados a modernidade, como por exemplo grupos formados na comunidade online.

Engana-se quem acha que os grupos sociais são formados e apreciados apenas por jovens. Há muitos adultos que participam e formam grupos sociais, afinal, para muitos, esta é uma forma de investir um tempo em algo que gosta e aprecia, e claro, para também se divertir e relaxar.

E quem anda na rua e aprecia os movimentos urbanos, identifica rapidamente algumas figuras, que em um primeiro momento podem parecer um pouco diferentes ou até exóticas, mas que carregam na sua forma de vestir ou agir um pouco da sua personalidade e do que gostam. Alguns podem parecer até estranhos, mas antes de julgar é importante entender e conhecer essas novas realidades da modernidade urbana.

Abaixo seguem alguns grupos que apareceram na última década e que muito provavelmente você já deve ter visto ou quem sabe você já é um deles e nem sabe... Enjoy!


**************"COSPLAYS"***************


(texto e foto retirado do site http://www.cosplaybr.com.br)
Talvez uma das mais explicitas e populares nos dias atuais seja o cosplay. Contração das palavras em inglês costume (traje/fantasia) e play / roleplay (brincadeira, interpretação), o cosplay é um hobby que consiste em fantasiar-se de personagens oriundos, em geral, de quadrinhos, games e desenhos animados japoneses. A prática do cosplay também engloba personagens pertencentes ao vasto universo do entretenimento, como filmes, séries de TV, livros e animações de outros países. Em menor escala há aqueles que caracterizam-se como figuras históricas ou de criações originais. Uma das principais características do cosplay é que o praticante além de criar os trajes, também interpreta o personagem caracterizado, reproduzindo os traços de personalidade como postura, falas e poses típicas. O hobby costuma ser praticado em eventos que reúnem fãs desse universo, como convenções de anime e games.

WCS Brasil 2009 - Angelic Layer


A prática cresceu ao longo do tempo, levando ao surgimento dos masquerades, concursos que não se limitavam a exibir as fantasias, mas permitiam aos participantes realizar apresentações criativas e que entretiam o público.O hobby de fãs fantasiados ficou conhecido pelo termo costuming ou fan costuming, e esteve confinado às convenções de ficção científica, essencialmente na América do Norte, por várias décadas.
           
**************"RIVETHEAD"*************
O rivethead passou por inúmeras transformações desde o seu surgimento em idos de 70 e poucos, com o advento da música industrial. Pode-se traçar uma linha geral de um rivethead, como aquele que participa ativamente da cena Industrial. Geralmente (mas não por via de regra), rivetheads costumam ser inteiramente dedicados e envolvidos com a cena, seja como DJs, teóricos, ou mesmo membros, que sempre foram e continuam extremamente elitistas; motivo este que tem tanta inimizade com o cybergoth, que se apropiou de sua estética e os colocou a luz mesmo estando claro que eram duas culturas muito diferentes.

A estética do Rivethead vem se aprimorando nos últimos tempos. O goggle e a gas mask são acessórios que virtualmente todos atualmente portam, tendo sua origem pelos pais fundadores da música industrial. Na estética musical que criaram sozinhos e baseados em performances, o militarismo é sempre muito presente, assim como, mais recentemente, a estética cyberpunk (apesar do rivethead mais conservador ser um tanto contra esse tipo de mudança estética e visual).

Skinny Puppy - Stairs And Flowers
(Skinny Puppy é uma das bandas que os Rivetheads curtem, como também as bandas Throbbing Gristle, e Nine Inch Nails)


Contexto Atual -Com o surgimento dos cybergoths e sua reivindicação como tribo urbana, o Rivethead vem tentando se desvincular da então amiga cultura gótica, principalmente na Europa e Estados Unidos, mas é preciso tomar muitíssimo cuidado nos países onde o Industrial é emergente, como o Brasil, que tem uma tendência de misturar conceitos e tribos que por definição não se misturam (ver o gothic metal).

Ainda segundo Urban Dicitionary o Rivethead sentem muita raiva de tudo,  tem um interesse constante em buscar o obscuro da música industrial e aprofundar o conhecimento de todos os tipos de produtos industriais. Também possuem um grande carinho pela Alemanha e pelos militares, sem promover ou tolerar a guerra ou a violência (a violência apenas para aqueles menores que você)



*****************"EMOS"*****************
(texto retirado do link http://revistaepoca.globo.com/Epoca/0,6993,EPT1124406-1664-1,00.html)

Segundo a revista Época, a nova tribo que está tomando conta das ruas das grandes cidades brasileiras são os emos. O nome vem de emotional hardcore, vertente do punk que mescla som pesado com letras românticas. Mas o que distingue os emos não é só a música, e sim as atitudes. Eles têm entre 11 e 18 anos e, nas roupas, são capazes de misturar as botas do punk, o colar de Wilma, a mulher de Fred Flintstone, e uma camiseta com a gatinha Hello Kitty. Não escondem os sentimentos, expressam abertamente suas emoções, preconizam e praticam a tolerância sexual.













Ser EMO é:
 Gostar de música emocore. O estilo mescla a batida hardcore com letras românticas e poesias adolescentes;

 Viver na internet e no Orkut. Todas as bandas emo brasileiras colocam suas composições em sites;

 Ser emotivo. Os emos choram ouvindo músicas que falam de amores perdidos e rejeição dos pais;

 Dar demonstrações explícitas de carinho. Meninos e meninas se beijam, se abraçam em público, seja com pessoas do sexo oposto, seja com as do mesmo sexo;

 Aceitar a opção sexual do outro sem preconceitos;

 Criticar pessoas violentas. Bater é altamente reprovável entre os emos;

 Escrever diários, poesias e músicas. Isso vale para meninas e meninos;

 Usar roupas que mesclam a rebeldia punk com os ícones infantis. Meninas e meninos usam rosa;

 Usar cabelos lisos com enormes franjas no rosto. Usadas somente de um lado, denotam certa ambigüidade sexual;

 Não curtir drogas;

 Lutar por um mundo sem violência, em que um dia todos se abracem sem parar...

Pé na Rua (TV CULTURA) - Tribo dos Emos




************CLUBBERS"******************

(texto extraído da Wikipédia - http://pt.wikipedia.org/wiki/Clubber)

Clubber, termo em inglês, atribuído a pessoas que frequentam danceterias (os clubs em inglês), que foram comuns nos anos 90, ajudou a elevar o Techno ao mainstream, e a cultura noturna pelas grandes metrópoles.

Em meados da década de noventa, na Inglaterra nasceram os adeptos do movimento Clubber, que ao contrário do movimento Punk – que também crescia no mesmo período – não visavam lutar por um espaço na sociedade. O que os Clubbers queriam mesmo era pura diversão. O Clubber possibilitou a música eletrônica a ganhar status e ganhar mais adeptos, juntamente com as raves. Assim como o a popularização da música eletrônica chamou atenção de muitas pessoas que vieram a se tornar Clubbers. Logo, vemos que o Clubber e a música eletrônica são totalmente ligados, e ambos cresceram juntos. Assim como os Cyber’s, os Clubbers são apaixonados pelas musicas eletrônicas denominadas Techno, Trance, Trip-Hop, House, Jungle, além de outras derivações.

Os clubbers, em geral, se vestem de maneira extravagante e é possível reconhecer um pelas blusas coloridas, com personagens de desenhos japoneses, saias e calças coloridas, leggings, tênis coloridos.. O seu armário é geralmente 50% verniz, maquiagens que brilham no escuro, estrelinhas, glitter, glimmer, sombras coloridas (de rosa-choque a azul-piscina), piercings, tatuagens tribais, cabelos estranhos que variam de verde-limão a rosa-choque.

As meninas abusam da pulseiras e colares coloridos, tic-tacs para cabelo de todas as cores e imagináveis, piranhas, anéis supercoloridos e grandes.

Tribos Contemporâneas - CLUBBERS


Em geral, os clubbers têm como ponto de encontro os clubes, as Raves ou clubes de dança. Nestas são tocados os subgêneros de e-music como: Techno, Trip Hop, Jungle, Underground, Drum and Bass,Hardstyle e Trance.

***************"PARKOUR"***************


Parkour, também conhecido como Le Parkour, é uma disciplina onde os praticantes – conhecidos como traceurs, ou traceuse, no feminino – usam seu corpo para passar obstáculo de uma forma rápida e fluente. No Parkour você aprende técnicas desde como subir um muro, até como pular de um lugar alto, porém o parkour NÃO É UM ESPORTE DE PULAR PRÉDIOS. Ele consiste em um homem correndo de alguém/algo e nenhum obstáculo pode pará-lo, mas, ele não é só isso, além de passar os obstáculos, você deve executar os movimentos da forma mais natural possível usando o obstáculo como se fosse parte do seu corpo. Vale a pena ressaltar que você treina o Parkour para você mesmo, você não faz movimentos para impressionar outras pessoas, até por que, isso pode resultar em sérias quedas.
Filosofia?
Sim, o Parkour não é só composto de movimentos. Por trás de cada movimento há uma filosofia do porquê executá-los. O Parkour não foi feito para impressionar outras pessoas, ele foi feito por motivos de que cada traceur deve buscar o seu.

Movimentos?
Movimentos ou técnicas é como se chama os modos de se passar por um obstáculo. Estes movimentos são muito variáveis, e é recomendável que o traceur treine a técnica básica do movimento para depois executar em uma corrida. A repetição é muito importante para evitar ferimentos, e o traceur deve ter consciência de quais são seus limites, e o que pode treinar. Às vezes uma técnica ajuda a execução de outra.

Parkour no Beat Generation Brasil

Acrobacias não são Parkour, fazem parte de outras atividades como o Circo Acrobático e a ginástica olímpica. Muitos praticantes de Parkour o fazem por conseguirem, mais sempre procuram fazer a distinção entre uma acrobacia qualquer e os elementos do parkour propriamente ditos. Existe esta diferenciação porque no parkour geralmente opta-se por aquilo que é mais eficiente ao invés do que é mais performático. Sempre supondo que a meta é se locomover da maneira mais eficiente e rápida possível.


**********"CyberGothics"******** 


Cansados de serem ridicularizados pelos seus “antecessores” – Cyberpunks, Góticos, Rivetheads etc – os amantes do estilo “cyber gothic” resolveram se unir. Não, isso não é uma notícia nova, na verdade é bem velha: foi em 1988 que o termo “cybergoth” surgiu, da união do termo “cyber” com o termo “gótico” pela “Games Workshop Group plc”, famosa produtora de jogos. Mas foi em 1999 que a estética realmente se misturou dentro entre os londrinos e os novaiorquinos da cultura underground industrial, com bases na estética Cyberpunk.


É, o Cybergothic é uma mistureba entre os elementos visuais do Cyberpunk, do Gótico e dos Ravers que tem tantas histórias sobre o surgimento do estilo quanto cores neons em suas roupas. Mas foi mais recentemente, em 2002, que o grupo começou a se organizar como subcultura, possuindo estética e – obviamente – música.

Cybergothics
Não se deixe enganar a estética bebe da fonte Cyberpunk e Raver nitidamente: mistura-se elementos do rivethead (ou industrial) com o forte neon dos ravers, o “Fetish” – não confunda com fetiche – da medicina (seringas, máscaras e símbolos ambulatoriais), do góticoe da ficção científica. Sim, eles são uma espécie de ladrões de estilo e por isso são tão abnegados.

Aqui no Brasil eles tentaram se organizar, mas ainda não obtiveram muito sucesso… alguns poucos continuam tentando fazer valer a subcultura que lá fora já tem festas específicas e bandas surgindo no estilo há mais de meia-década. Sim, ainda é um pouco recente o surgimento e portanto desorganizado, mas há tentativas de organização e já possuem sites no estilo “vampire freaks” do gênero. A organização mais frequente é européia, e os Cybergothics são constantemente fotografados em eventos underground da cultura gótica.

Mas tão importante que a sua história controversa, surgimento e abnegação pelas demais culturas “antecessoras” ao mesmo, são suas regras estéticas. O que vale aqui é ser “bizarro” e “artificial”, assumir de vez o rótulo que antes era de chacota para si e fazer dele um estilo. Dessa forma qualquer um pode gritar que o Cybergothic é ridículo, esquisito, bizarro e rir deles, porque é isso mesmo que eles querem – e não se chateie se ele não ligar, achar bonitinho e ainda rir da sua cara de panaca-arranja-briga.


Estética Cybergothic:- O preto é predominante, PONTO!
- O PVC, Borracha, Vinyl, são muito bem-vindos;
- Máscaras de cirurgia, seringas e símbolos ambulariais também;
- Os símbolos do Biohazard e Radioative, também, você pode e deve ter variações em muitas cores;
- Não misture cores, escolha uma cor e se vista todo com ela e preto apenas (Não existem significados nas cores para eles);
- Verniz e muito verniz, se você for do tipo corajoso;
- Lentes coloridas, quanto mais artificial melhor;
- Perucas, Cyberlox, Dreadfalls e cabelos coloridos artificialmente;
- Neon é TUDO o que brilha no escuro e se você não brilha, não é Cygoth;
- É comum usar cera para tirar as sobrancelhas e pintá-las na testa, vai te dar um jeitão de “alien”;
- Androginia é o que você almeja, quanto mais, melhor;
- Maquiagem exagerada.