Sexting, para quem não conhece, é o envio por celular de imagens de si mesmo nu, seminu ou em ação sexual, que nada mais é a junção de "sex" mais "texting", verbo para o envio de SMS (mensagem de texto).
Esta prática está em alta entre os jovens brasileiros, onde em questão de segundos imagens são enviadas e distribuídas a dezenas de pessoas, que normalmente são jovens e estudam na mesma escola. E ao perguntar de quem receberam as fotos, ops! Não sei!
Esta prática está em alta entre os jovens brasileiros, onde em questão de segundos imagens são enviadas e distribuídas a dezenas de pessoas, que normalmente são jovens e estudam na mesma escola. E ao perguntar de quem receberam as fotos, ops! Não sei! Segundo a revista Época, uma pesquisa publicada em dezembro passado comprova que, nos EUA, o sexting é mais comum do que imaginavam os pais. Segundo o estudo, um em cada cinco jovens americanos com idade entre 13 e 19 anos já enviou pelo celular algum tipo de foto ou vídeo de si mesmo nu ou seminu. Para chegar ao resultado, a organização não governamental National Campaign to Prevent Teen and Unplanned Pregnancy (Campanha Nacional para Prevenção dos Jovens e Gravidez Não Planejada) ouviu 1.280 adolescentes americanos entre 13 e 26 anos. Entre os jovens de 20 a 26 anos, o fenômeno é ainda mais comum: um terço dos entrevistados declarou já ter praticado o sexting. As histórias nem sempre têm desfecho inocente – a brincadeira que costuma oscilar entre a travessura e a pornografia está virando um problema para pais e os próprios adolescentes.
Em julho do ano passado, uma adolescente americana se suicidou depois de um escândalo de sexting. Jessica Logan, então com 18 anos, queria presentear o namorado. Fotografou-se sem roupa e enviou pelo celular as imagens para o garoto. Quando o relacionamento de dois meses terminou, o jovem não hesitou em compartilhar as imagens da ex-namorada, uma líder de torcida loira, extrovertida e atraente, com os amigos de seu colégio, na cidade de Cincinnati. Em pouco tempo, a foto de Jessica percorreu sete colégios. A garota não aguentou as provocações. Chamada de “piranha” e “vagabunda”, entrou em depressão e começou a faltar às aulas. Até que se enforcou.
O que falam os especialistas
(Fonte: Folha de SP)
(Fonte: Folha de SP)
Peter Cumming, um professor da Universidade York, em Toronto, apresentou um relatório sobre a sexualidade de crianças durante o 78º Congresso de Ciências Humanas e Sociais, defendendo a prática como uma variação moderna de "brincar de médico ou jogo da garrafa". "A tecnologia apenas muda as coisas, e isso não deve ter consequências mais graves", disse Cumming. "Mas isso obscurece o fato de que as crianças e os jovens são seres sexuais, que têm explorado a sua sexualidade em todos os tempos, e todas as culturas e todos os lugares. A distinção tem de ser feita entre nudez e pornografia infantil", acrescentou. A conferência anual, que ocorreu na Universidade Carleton, em Ottawa (Canadá), reuniu 8.000 pesquisadores do mundo todo para discutir as últimas tendências sociais.
Cumming disse que considerar o sexting como uma transgressão sexual passível de acusações - algo que rotulará o indivíduo pelo resto da sua vida- é um desafio para o bom senso. "Seria muito improvável ver dezenas de notícias anunciando que algumas crianças foram detidas por brincar com o jogo da garrafa, ou de médico, ou de 'strip-poker'", disse ele na sua apresentação.
"No entanto, muitos dos casos apresentados estão no mesmo nível de inocência e da experiência que essas atividades. Em outras palavras, as crianças estão brincando com o jogo da garrafa on-line". Cumming também argumentou que as trocas de fotos on-line são mais seguras que os jogos sexuais tradicionais, porque não há contato físico imediato e, portanto, são menos suscetíveis à gravidez ou às doenças sexualmente transmissíveis.
Este é um movimento que está crescendo, e as escolas e organizações que lidam com os jovens precisam antes de monitorar, orientá-los sobre as conseqüências dessas ações.
E para finalizar, fico muito feliz em ver a capacidade criativa dos nossos jovens...falta apenas um bom ( e pesado) direcionamento dessa energia!
Um abraço,
Milene Rosenthal
Um abraço,
Milene Rosenthal
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