quinta-feira, 20 de agosto de 2009

MODAFINIL: o "Viagra" do Sono chega ao Brasil


Imagine você ficar 40 horas sem dormir, sem efeitos colaterais e ainda potencializar sua produção intelectual? Não imagine mais, pois agora já é possível. O nome desse artefato poderoso chama-se “Modafinil” e no Brasil é vendido com o nome de  STAVIGILE® pelo Laboratório Libbs, mas seu uso é indicado para casos de narcolepsia (doença do sono caracterizada por um acesso incontrolável e irresistível de dormir), síndrome da apneia obstrutiva do sono (pausas respiratórias durante o sono) e distúrbio do sono relacionado ao trabalho em turnos. 


Apesar de ser novidade no Brasil, essa droga já é vendida há alguns anos e faz muito sucesso nos Estados Unidos, sendo bastante utilizada por executivos que precisam se adequar rapidamente ao fuso horário pelas intensas viagens e por estudantes que queiram estudar por várias horas buscando um desempenho excepcional nas provas. O que chama a atenção em alguns estudos realizados com esta substância é que dependendo da dose, ela mantém os indivíduos acordados por até três dias, aumenta a capacidade de raciocínio, dá energia, e sem causar dependência. Não parece muito bom para ser verdade? Sim, e apesar de não ter sido identificado efeitos colaterais significativos, os pesquisadores ainda estão fazendo muitos testes e pesquisas com esta nova droga. No Brasil a opinião dos especialistas se divide e muitos médicos não indicam o produto por ser novo e de certa forma, por ainda haver diversos estudos em andamento. mas seu uso é indicado apenas para casos de narcolepsia (doença do sono caracterizada por um acesso incontrolável e irresistível de dormir). 


As Forças Armadas americanas foram pioneiras no uso alternativo do modafinil. Foram montados testes com pilotos de helicópteros e as equipes foram capazes de voar por 48 horas sem dormir, bombardear alvos no Afeganistão e voltar às bases sem cometer erros. Vieram em seguida os soldados, que o governo quer transformar em superguerreiros para combater por dias contínuos sem dormir. “Quando voltaram à vida civil, os pilotos que serviram de cobaia levaram o modafinil em suas bagagens. Daí a moda se espalhou”, diz o major médico Herbert Schoëdir, do Serviço de Hospitais de Veteranos. (Fonte: Revista Isto é).Segundo a Revista Época, há mais de 600 drogas para distúrbios neurológicos em desenvolvimento. Várias estarão prontas em alguns anos.E esses são apenas os remédios disponíveis hoje. Segundo uma recente pesquisa da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, cientistas de diversos laboratórios estão trabalhando em mais de 600 drogas para distúrbios neurológicos. A maioria delas deverá ser reprovada pelos órgãos reguladores de saúde, mas é provável que muitas estejam em farmácias do mundo inteiro nos próximos anos. Cada uma dessas drogas mexe com algum dos processos químicos que regulam a atenção, a percepção, o aprendizado, a memória recente, a memória de fundo, a capacidade de tomar decisões, a linguagem. Espera-se que, com elas, pacientes com deficiências como Alzheimer, demência ou déficit de atenção consigam levar uma vida mais próxima do normal. Mas remédios desse tipo costumam atrair um mercado bem além do seu público-alvo original. “O uso das drogas psicoativas por indivíduos saudáveis vai se tornar um evento crescente em nossa vida”, disse o pesquisador Gabriel Horn, que liderou a pesquisa de Cambridge. Foi o que aconteceu, por exemplo, com o Viagra e seus congêneres. Originalmente destinados a homens com problemas de ereção, tornaram-se rapidamente campeões de venda porque milhões de pessoas sem sintomas decidiram experimentá-los, seja para garantir o desempenho depois de uma balada, seja para incrementar a rotina com uma parceira. ( Fonte: Revista Época)

Obviamente que a tecnologia e a ciência não deixariam de realizar pesquisas numa área tão importante do cérebro, porém o direcionamento das pesquisas está mudando: se antes objetivo dos grandes laboratórios era de descobrir formas de combater doenças, hoje o foco é desenvolver drogas que potencializem o cérebro, e assim estimular o potencial criativo, de memória e de concentração. Nada mal não?


E falando em memória, uma das maiores promessas para o desenvolvimento de novas drogas são os ampakines, compostos que atuam sobre o neurotransmissor glutamato, essencial nos circuitos ligados à memória. Curiosamente, drogas à base de ampakines servem tanto para melhorar a memorização quanto para apagar fatos do cérebro (isso acontece porque o processo de desaprender algo é similar ao de aprender, segundo os neurologistas). O esquecimento pode ser muito útil não para apagar um caso de amor não correspondido, como no filme Brilho eterno de uma mente sem lembranças, com Jim Carrey, mas para tratar distúrbios pós-traumáticos ou mesmo reprogramar o cérebro para se livrar de um vício. ( Fonte: Revista Época).

Mesmo sabendo que todos esses estudos são positivos e precisam melhorar cada vez mais, acredito que seja necessário ter muita cautela, pois imagine que, se continuar de forma desenfreada, daqui um tempo será necessário realizar exames antidoping antes do vestibular...!


Um abraço,
Milene Rosenthal


(OBS: Nos EUA o Modafinil é comercializado com o nome de PROVIGIL®  e na Europa como MODIODAL®/VIGIL®/MODASOMIL®

As drogas dos gênios(Fonte: Revista Época)
FRANCIS BACON (1561-1626)
Além de fumar cachimbo , o filósofo, político e escritor costumava usar o tempero de açafrão para estimular o cérebro. Ele acreditava que o consumo da especiaria ajudava a deixar os ingleses “animados”

HONORÉ DE BALZAC (1799-1850)
O café era usado pelo escritor francês para dedicar até 16 horas seguidas ao trabalho. Especula-se que o consumo excessivo tenha agravado os problemas cardíacos que o mataram

JEAN-PAUL SARTRE (1905-1980)
O filósofo francês fumava dois maços de cigarro por dia, quando não os trocava por charutos ou pelo cachimbo. Alguns trechos de seu livro O ser e o nada são dedicados ao tabaco

SIGMUND FREUD (1856-1939)
Aos 28 anos, o criador da psicanálise publicou um artigo sobre os benefícios da cocaína – droga que ele chegou a consumir e receitar para pacientes. A substância ainda não era ilegal, nem se sabia quanto viciava

CHARLES BAUDELAIRE (1821-1867)
O poeta autor de Flores do mal e Paraísos artificiais usava ópio , éter e haxixe para aliviar as dores da sífilis, doença que contraiu ainda jovem. As drogas têm um papel de destaque em sua obra

ALDOUS HUXLEY (1894-1963)
O escritor inglês, autor de Admirável mundo novo, indicou as substâncias alucinógenas para expandir os limites da mente no livro As portas da percepção. Inspirou Jim Morrison, do grupo The Doors

14 comentários:

Paula Ferreira disse...

Milene,
Adorei o seu blog!
Parabéns!
Entre e conheça também o www.sapulekando.com.br
Paula

Milene Rosenthal disse...

Olá Paula!

Obrigada pelo seu comentário, e sempre que puder faça uma cybervisita!

Um abraço,

Milene Rosenthal

Unknown disse...

Fantástico! Você é sensacional explicações muito claras, fica ligada que a revista "Superinteressante" fez uma matéria sobre o assunto e pelo visto pegou muita coisa sua.
Saudações.
Fernando Gadelha

Célio disse...

Essa matéria é fantástica
O texto... maravilhoso
Mulher vc é extraordinária!!!

Wanda disse...

Interessante! Não conecia o tema... Adorei, e parabéns pelo blog. Um beijo, Wanda Teixeira

ISAAC OLIVEIRA disse...

POR FAVOR ME RESPONDA SE EXISTE, PARA VENDER AS AMPAQUINAS, POIS JA PESQUISEI VARIOS SITES E NAO ACHEI NADA SOBRE COMPRAR, E AS MATERIAS SAO ANTIGAS JA, NADA NOVO, ENVIE QUALQUER COISA PARA
isaac-audio@hotmail.com

Alexssandro R S disse...

Olá ja existe ampaquina pra comprar?

Milene Rosenthal disse...

Olá Alexssandro, bom dia!

Na última pesquisa que fiz no final de 2011, as ampaquinas ainda estavam em estudo nos EUA e acredito que ainda não esteja à venda. Você pode acompanhar a liberação de medicamentos no Brasil pelo site da ANVISA http://portal.anvisa.gov.br/wps/portal/anvisa/home.
Um abraço, Milene

Anônimo disse...

Dr. Sabatine: eu participei no cuidado deste paciente e estou ciente do diagnóstico. Três semanas antes desta mulher de 31 anos apresentou-se a este hospital, eritema periorbitário, uma descarga da conjuntiva, e uma erupção cutânea pruriginosa facial desenvolvido depois que ela começou a tomar modafinil. Apesar do tratamento com anti-histamínicos e corticosteróides, seus sintomas persistiram. Em outro hospital, uma febre baixa, deixou o inchaço facial, e hipotensão arterial transitória foi observada. Ela foi transferida aqui para avaliação de um possível abscesso facial. No entanto, o curso tomou um rumo inesperado quando a dor torácica, e ela foi encontrada para ter elevação de segmento ST e elevação dos marcadores cardíacos de necrose. Embora inicialmente não havia preocupação com síndrome coronária aguda, o sexo do paciente e idade, a natureza difusa da elevação do segmento ST, o grau relativamente menor de elevação de biomarcadores, ea disfunção ventricular leve difusa esquerda que não coincidir com as alterações do ECG tudo apontava para miopericardite.
Fonte: http://www.nejm.org/doi/full/10.1056/NEJMcpc079030

Milene Rosenthal disse...

Caro leitor, obrigada por registrar esse caso que foi divulgado pelo Jornal de Medicina de New England sobre uma paciente atendida no Hospital Geral de Massachusetts. O relato do diagnóstico foi realizado pelo Dr. Jeffrey O. Greenbergelat e chama a atenção, pois a paciente em questão usou Modafinil.
Acredito que as pesquisas devem ser constantes para identificar os efeitos colaterais e as consequências em utilizar o Modafinil.
Um abraço, Milene

Anônimo disse...

vc sabe onde posso comprar ampaquinas

netfarma disse...
Este comentário foi removido por um administrador do blog.
netfarma disse...
Este comentário foi removido por um administrador do blog.
netfarma disse...
Este comentário foi removido por um administrador do blog.